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Archive for the ‘Psicodrama’ Category

 

 Por Nori

De modo geral, a etapa do Aquecimento Inespecífico constitui-se no processo de busca de maior interação entre os componentes do grupo, e é sempre conduzido pelo diretor que pode apenas estimular a intervenção verbal dos participantes ou solicitar também a movimentação corporal das pessoas, através de exercícios e jogos dramáticos.

Quando o diretor define o protagonista, inicia-se a etapa do Aquecimento Específico – que consiste na preparação do protagonista para o trabalho dramático, com a escolha da cena, a montagem do cenário e a inclusão dos personagens no palco. Porém, em muitos casos, o diretor pode optar por trabalhar o protagonista (ou o tema protagônico) através de um jogo dramático, ao invés de  dramatizar uma determinada cena.

Em seguida, inicia-se a etapa da Dramatização, com a representação da cena preparada, ou com a aplicação do jogo escolhido e anunciado na etapa de aquecimento específico. ]

Terminada a etapa da dramatização, inicia a etapa dos Comentários.
        
No que se refere a utilizar jogos dramáticos na sessão, o diretor, em seu plano de ação, precisa ter clareza de qual será o tema principal que ele vai trabalhar. O tema será a base para ele montar o  planejamento da sessão como um todo, bem como, para ele decidir de que forma será o aquecimento inespecífico (na forma verbal e/ou com movimento – e quais os jogos de aquecimento inespecífico ele poderá escolher nesta etapa), e também quais os jogos que ele elegerá para trabalhar o tema principal na etapa da dramatização.

Porém, a preparação para o jogo (do tema principal) se dará na etapa do aquecimento específico da sessão psicodramática, no contexto dramático, onde os participantes serão preparados e instruídos quantos ao jogo propriamente dito, as regras, aos papéis que serão desempenhados, etc. Portanto, nesta etapa de aquecimento específico da sessão, a focalização da atenção deve se voltar especificamente para a preparação do jogo anunciado.

Em seguida, dá-se a etapa da Dramatização que corresponde à realização dos jogos propriamente ditos (pois, pode-se aplicar mais de um jogo). Os jogos são sempre realizados no contexto dramático.

Se os jogos da etapa da dramatização têm o objetivo de trabalhar o tema principal, os jogos de aquecimento inespecífico são destinados a por o grupo em movimento, a relaxar o campo terapêutico, a reconectar-se com o corpo, a favorecer o contato consigo mesmo e as interações iniciais entre os participantes, criar um clima favorável às atividades grupais, a facilitar a obtenção da disposição e da revitalização física e mental, bem como, a obtenção de um melhor estado de espontaneidade das pessoas, criando condições para que as pessoas comecem se sentir mais à vontade umas com as outras e no grupo. “Buscar a espontaneidade através do aquecimento é um dos objetivos do Psicodrama. Sem espontaneidade não há encontro” , nos diz Bustos. Contudo, estes jogos não têm, necessariamente, o objetivo de trabalhar o tema principal.

 

http://www.abps.com.br/artigos12.php

 

 

 

 

 

 

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O QUE É O PSICODRAMA?

 

Imagem: Teatro Colón – Buenos Aires

Por José Manoel D’Alessandro (Professor-Supervisor da ABPS)

 

Na década de 1920, em Viena, o Psiquatra Jacob Levi Moreno Cria o Psicodrama.

Tal criação é resultante da união de seu trabalho clínico de consultório com sua atividade como diretor do que ele mesmo denominou de Teatro Espontâneo, que consiste na representação de peças teatrais sem texto prévio. Ou seja, a partir de um tema, ou de um ou mais personagens imaginados, os atores espontâneos que emergem da platéia vão escrevendo uma peça à medida que a encenam. Com sua visão clínica, percebe que tais representações dramáticas sem texto prévio tem a capacidade de produzir mudanças comportamentais nos atores. Descobre então que pode dirigir as representações espontâneas para uma finalidade psicoterápica.

A partir dessa descoberta desenvolve um método de psicoterapia que tem como ação central a dramatização espontânea. Desenvolve também uma teoria psicológica.

De uma forma simples, dizemos que o psicodrama se baseia no jogo de faz de contaque surge naturalmente no ser humano. A natureza oferece à espécie humana a capacidade de realizar ações simbólicas. Normalmente a criança, a partir dos 4 ou 5 anos de idade, resolve muitas de suas dificuldades e correspondentes tensões emocionais realizando sessões de faz de conta. O psicodrama é, pois, uma teoria psicológica e um método psicoterapêutico que tem como instrumento central a ação simbólica, ou jogo de faz de conta, ou dramatização, na qual tudo é possível. Pode-se viver qualquer tipo de emoção, qualquer situação próxima à realidade ou as fantasias mais complexas ou absurdas. Pode-se matar, pode-se morrer.

Diferentemente das psicoterapias normalmente verbais, o Psicodrama faz intervir manifestamente o corpo em suas variadas expressões e interações com outros corpos. No Psicodrama não se deixa de lado o verbal, mas, pelo contrário, hierarquizam-se as palavras em um contexto mais amplo, como é o dos atos.

“O Psicodrama, ademais, é uma técnica de psicoterapia direta, isto é, nela o processo terapêutico se realiza no aqui e agora, com todos os elementos emocionais constitutivos da situação patológica que se expressam através dos personagens e circunstâncias concorrentes”. (J.G. Rojas-Bermudez).

Embora em certas situaçõers as sessões de Psicodrama possam ser individuais, o método se realiza plenamente em grupo.

“Historicamente, o Psicodrama representa o ponto decisivo da passagem do tratamento do indivíduo isolado para o tratamento do indivíduo com métodos verbais para o tratamento com métodos de ação.” (J.L. Moreno)
Como vemos, a ação é o que se busca objetivar. A ação do passado, por exemplo uma recordação da infância, objetivada através da ação presente. O Psicodrama é fenomenológico gestáltico. Não interpreta. Procura criar condições, através do jogo de faz de conta, para que o fenômeno ocorra no aqui e agora.

Dividimos a atividade psicodramática em duas áreas: a área psicoterapêutica e a área pedagógica. Na área terapêutica o Psicodrama demonstra “ser um valioso método para evidenciar as defesas conscientes e inconscientes do paciente bem como suas condutas e quadros patológicos” (J.G. Rojas-Bermudez). Ainda na área da psicoterapia temos a dizer que o Psicodrama tem as seguintes formas: grupo formado por clientes que procuram um psicoterapeuta (que normalmente deve ser um médico psiquiatra ou um psicólogo clínico) que é quem organiza o grupo, de acordo com certos critérios clínicos; grupo de pacientes de uma instituição tipo hospitalar-dia, ambulatórios etc; grupo familiar (sociodrama familiar); Psicodrama público, que se constitui de um grupo formado a partir de um convite público para participar de uma única sessão.

Na área pedagógica o Psicodrama pode tomar as mais variadas formas, de acordo com a finalidade: ensino; orientação pedagógica e educacional; seleção e treinamento de pessoal. As dinâmicas que surgem nos grupos permitem uma intervenção adequada no desenvolvimento de determinado papel, dependendo do contexto organizacional: empresas, escolas ou qualquer outro tipo de instituição.

J. L. Moreno, como vimos, foi o criador do Psicodrama. Já no ano de 1930 mudou-se de Viena para os Estados Unidos da América, onde se realizou em Beacon, próximo a Nova York. Foi nesse país que desenvolveu a maior parte de seu trabalho clínico e onde escreveu seus livros.

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