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Posts Tagged ‘Psicologia do Design de Interiores’

(Imagem da Internet – Autor desconhecido)


Por Angelita Scardua

Primeiramente, podemos pensar na moradia como parte de duas de nossas necessidades básicas: proteção e segurança. De um lar, contudo, espera-se mais do que a função de simples abrigo. Nós temos a expectativa, consciente ou inconsciente, de que a casa que habitamos nos ofereça conforto, paz, estabilidade e, principalmente, nos ajude a ter mais felicidade. Mas como transformar cimento, tijolos, telhas, tinta, etc., num espaço que possa nutrir nossos corpos, corações e mentes?

A sociedade de consumo viabiliza a existência de vários profissionais dispostos a nos ajudar a ter uma casa que expresse nossos anseios de habitar: arquitetos, decoradores, designers, e por aí vai. Na prática, porém, poucos profissionais da área saberiam explicar o que pode transformar uma casa num lar. Quando oferecem soluções para a organização, decoração, montagem…construção de uma casa, os experts em moradia tendem, na média, a seguir as tendências do mercado. Via de regra, as tendências em questão são fruto de pesquisas das indústrias de construção civil, têxtil, iluminação, etc. Melhor dizendo, as tendências surgem, quase sempre, para justificar os gastos das indústrias com pesquisas que levam a novos materiais e técnicas. Muitas vezes essas inovações podem ser ótimas para o consumidor final, muitas vezes não! O amianto, só para citar um exemplo recente, foi usado largamente nas construções do mundo até que se descobrisse uma correlação entre esse material e a incidência de tumores malignos. Outras vezes, as inovações teconológicas criam tendências que melhoram a vida doméstica de forma geral, favorecendo nossas busca por bem-estar e qualidade de vida. É o caso, por exemplo, dos materiais renováveis, do uso da energia solar, dos vidros temperados, e muitas outros.

Ainda assim, de que forma os “profissionais da casa” podem nos ajudar a erigir um lar? Se pensarmos que a idéia de lar implica, em boa parte, a expressão da nossa individualidade, o desejo de afirmarmos nossa condição social e cultural e a representação dos nossos valores pessoais; o mínimo de conhecimento psicológico, tanto ao nível da espécie – o ser humano – quanto ao nível do indivíduo – o sujeito que demanda a casa – deveria ser parte essencial da formação daqueles que constroem casas. Quem sabe, anum futuro próximo se estabeleça uma abertura conceitual de ambos os lados para a existência de um trabalho interdisciplinar? Ou, pelo menos, o interesse numa produção teórico-prática que buscasse efetivamente o diálogo entre áreas como Arquitetura, Design, Decoração, Engenharia Civil, Psicologia, Antropologia, Sociologia, História, etc.

No campo da Psicologia, do qual me sinto confortável para falar, há estudos sobre os efeitos do ambiente na vida das pessoas, e vice-versa. Esses estudos abarcam desde aspectos genéticos como as neurociências da percepção, até fatores subjetivos como as características de personalidade subsidiadas por formações inconscientes. Uma vertente interessante, e a princípio mais palatável para não psicólogos, são os estudos no campo da Psicologia Ambiental, que se baseiam nos mecanismos evolutivos que favoreceram a constituição da espécie humana. Sabe-se hoje, por exemplo, que a sensação de conforto e felicidade no que diz respeito ao habitar vincula-se aos instintos primários que nos leva(ra)m à luta pela sobrevivência. Como assim? Para entender isso melhor, seguem alguns exemplos:

A busca de refúgio: a sobrevivência de nossos antepassados dependia da capacidade de encontrar lugares seguros, que fornecessem abrigo dos elementos naturais e proteção contra os predadores. Assim, tendemos a preferir lugares acolhedores, que dão a sensação de conter, abrigar, acolher…como ocorre com telhados  de muitas águas e variações na altura, com moradias de espaços compartimentados e privativos. Tanto é que a tendência dos lofts, por exemplo, por mais que tenha sido enaltecida pela mídia especializada, não logrou tornar-se uma regra de moradia, nem mesmo para uma minoria significativa. Alguns arquitetos, como Frank Lloyd Wright, são mestres em criar habitações cheias de espaços com essa característica de “refúgio”. Muitos profissionais, atualmente, seguem esses princípios optando por uma disposição dos móveis e por uma escolha de materiais – como madeira, pedra e outros – que promovem a sensação de conforto e segurança.

A importância da visibilidade: para os nossos antepassados, sobreviver numa savana africana implicava capacidade de antever as ameaças circundantes. Para fazer esses tipo de “previsão”, os humanos sempre dependeram da visão do que ocorria nas redondezas. Não é à toa que ao longo da história humana, os lugares altos semprem foram uma escolha para a construção de castelos, fortalezas e todo tipo de espaço para a defesa. Ou seja, ao mesmo tempo que precisamos nos recolher/refugiar, precisamos saber o que nos ronda a fim de que possamos nos defender. Assim, mesmo hoje, entre nós, há uma certa predileção por espaços amplos, tetos altos, luminosidade, etc. O mesmo vale pelo encantamento que ainda sentimos com casas erigidas em colinas, montanhas e, até mesmo, pelo fascínio susictado pelos arranha-céus das grandes metrópoles no imaginário moderno.

A atração pelo desconhecido: experimentos psicológicos sugerem que os humanos possuem uma forte atração pelo mistério. O que parece fazer sentido, já que descobrir, desvendar, conhecer, etc., são interesses inerentes à própria evolução da espécie. Sem tais interesses estaríamos todos, neste exato momento, habitando cavernas e vestindo a pele de animais mortos (alguns ainda o fazem, sei lá porquê!). Nossa sobrevivência como espécie está diretamente associada ao nosso interesse pelo que é desconhecido, misterioso. É a vontade de conhecer que nos impulsiona a realizar coisas, seja cruzar os oceanos ou fiar o algodão. Talvez, por isso, tendamos a nos sentir atraídos por corredores, escadas, nichos…espaços que “prometem” a revelação de algo mais que nos escapa à primeira vista. Hallsde entrada, sólidas portas; caminhos de acesso à entrada da casa com curvas, esquinas, cantos; cortinas que não ocultam totalmente os ambientes mas velam seus conteúdos…Enfim, casas com pequenos “segredos” parecem nos atrair e encantar.

A conexão com a natureza: no âmbito da investigação científica há sólidos indícios de que imagens de paisagens naturais podem melhorar o humor e, conseqüentemente, causar impacto positivo na saúde dos seres humanos. Um estudo clássico nessa área revelou que pacientes em recuperação cirúrgica, quando instalados em quartos com vista para a natureza, sentiam menos dor e se recuperavam mais rápido do que aqueles acomodados em quartos comuns. É claro que nem todo mundo pode habitar uma casa com vista privilegiada mas, certamente, isso é algo que a maioria de nós gostaria de fazer. Cultivar plantas em casa, morar próximo à agua – seja mar, cachoeira, rio, lago, etc., – ornar paredes com fotografias e pinturas de paisagem, criar um animal de estimação…são maneiras de nos mantermos em contato com a natureza e, ao mesmo tempo, de alegrar o nosso cotidiano. No passado remoto, para os nossos ancestrais, lugares cercados de vegetação e água era a garantia segura de fonte de alimentos, ou seja, de sobrevivência. No mais, o que seria da nossa história como espécie sem a companhia de nossos alegres companheiros de caçada, os cães.

A preferência pela simetria: uma das idéias dominantes atualmente nas neurociências é que o nosso cérebro se sente recompensado com padrões. Essa parece ser uma herança do nosso profundo vínculo original com a natureza. Do ponto de vista biológico, o equilíbrio das proporções, a regularidade e a ordem parecem sinalizar boas condições para a perpetuação da espécie. Tanto no âmbito da atração por um parceiro sexual quanto pela escolha de um lugar adequado para se viver, a existência de formas ordenadas e padronizadas parecem sinalizar confiabilidade. Pense bem: habitar um local no qual as estações seguem um fluxo regular possibilita um melhor planejamento das temporadas de caça, semeadura, colheita, recolhimento, etc. Similarmente, pesquisas recentes sobre a atração sexual têm demonstrado que o nosso cérebro tende a interpretar um corpo simétrico e bem proporcionado com genes mais saudáveis. Logo, simetria, ordem, equilíbrio e proporção parecem estar, do ponto de vista evolutivo, intimamente associados a tudo aquilo que no longo prazo possa ser confiável, produtivo e seguro. Não é a toa que ambientes com arrumação simétrica tendem a nos parecer mais aprazíveis. Paredes, tapetes, móveis, luminárias, janelas, portas, quadros…qualquer elemento de decoração que segue um padrão, seja de cor, textura, forma, tamanho, etc., parece agradar aos nossos olhos.

À procura do centro: nossos ancestrais caçadores e coletores – posteriormente agricultores e pastores – não teriam nos legado seus genes, e garantido nossa passagem por aqui, se em algum momento da dura rotina cotidiana eles não tivessem podido parar e repousar. O descanso é parte essencial da nossa sobrevivência, é o momento no qual nos permitimos ser mais do que animais. O repouso, o descanso, o ócio, são momentos em que podemos refletir, vagar… mergulhar no campo imaginário das nossas especulações, sonhos, desejos e delírios. O espaço que favorece essa “humanização” diária é o que podemos chamar de “centro”, o lugar de recolhimento, de auto-conexão. Casas que oferecem espaços preservados, ou seja, distantes de entradas, corredores e locais de passagem, nos parecem mais relaxantes. Não precisa necessariamente ser um cômodo, pode ser apenas uma poltrona num canto da sala, um banco num jardim, uma cama adequadamente posicionada. Às vezes, a simples mudança da iluminação de um ambiente pode proporcionar esse oásis imaginativo. Um dado interessante sobre o efeito da disposição dos móveis numa casa é que alguns experimentos psicológicos demonstraram que nossas escolhas fora de casa – dos locais por onde queremos andar, em quais preferimos parar e o que buscamos olhar – são afetadas pela organização dos espaços em nossos lares. Simbolicamente falando, nossa motivação para explorar o mundo tem a intensidade e a dimensão dos sonhos que a nossa casa nos permite abrigar.

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Imagem:
Site Decoração de Casa

Por Glaucus Cianciardi

Objetos conferem sentidos aos espaços; peças e cores que escolhemos para nossa casa revelam não apenas preferências como características de personalidade e modos de pensar.

Parte da história da vida das pessoas está escrita na  decoração de seu lar – e carrega informações, como hieróglifos a serem desvendados. A escolha de estilos, cores, composições e peças oferece pistas sobre os traços da personalidade dos moradores de uma casa. Como bem coloca o analista junguiano James Hillman (1926): “Existe relação entre  nossos hábitos e nossas habitações, entre o interior de nossas vidas e o dos lugares onde vivemos”. Por meio do  estudo mais aprofundado da decoração do lar, é possível fazer uma leitura da personalidade e dos hábitos de seus ocupantes.

Desde a pré-história, o ser humano tem necessidade de imprimir sua marca no espaço onde habita, registrando sua passagem e seu domínio territorial. Nas cavernas de Lascaux, na França, por exemplo, foram descobertos em 1942 desenhos feitos há mais de 15 mil anos. Ou seja: desde os primórdios da civilização as pessoas já buscavam contar sua  história, imprimir sua marca e demarcar seu espaço por meio de pintura nas paredes das cavernas.

As figuras desenhadas não se repetem, o que expressa nosso impulso ancestral de nos diferenciar dos demais,  personificar ambientes e comunicar algo ao grupo social, decorando o lugar onde vivemos.

Uma casa, por si só, não é um lar. É um objeto arquitetônico inanimado, destinado ao abrigo do ser humano; somente após um processo etológico de domínio territorial tal espaço se transforma em lar. A decoração faz parte dessa  apropriação espacial. Decorar é, com a mediação de objetos, conferir sentidos a um lugar, tornando-o mais significativo que um simples abrigo; é tornar público o modo privado de ser de cada indivíduo; é apropriar-se do espaço, submetendo-o aos desígnios de quem o habita, de forma que o reflita tal qual um espelho a sua imagem e semelhança.

Como ressalta o arquiteto canadense-americano de origem polonesa Witold Rybczynski em seu livro Casa, pequena história de uma idéia (Record, 1999), a palavra “lar” reúne o significado de casa e família, de moradia e abrigo, de  propriedade e afeição. Esse pensamento pode ser complementado pelo arquiteto finlandês Juhani Pallasmaa, quando afirma que o lar é um espaço que integra memórias e imagens, desejos e sentimentos, passado e presente; é o lugar dos nossos rituais e ritmos pessoais de todos os dias.

Cada indivíduo possui uma forma de imprimir sua marca no espaço onde habita, revelando sua personalidade e os seus aspectos emocionais. Não seria exagero dizer que é uma forte agressão impedir que alguém imprima sua marca o espaço onde habita, que identificando e personificando sua moradia. Em seu livro Da Bauhaus ao nosso caos, o  jornalista americano Tom Wolfe descreve a profunda insatisfação dos trabalhadores franceses com os apartamentos funcionais de um conjunto operário em Pessac, na França, projetado por Charles Le Corbusier, por serem extremamente cúbicos, assépticos, frios e incongruentes com o tipo de vida dos moradores.


Objetos são impregnados de significados e ajudam as pessoas a se apropriar dos ambientes.

Arquitetos, designers de interiores e decoradores parecem por vezes tiranos por querer impingir aos clientes as suas  verdades estéticas e ergométricas. Talvez lhes falte entender que a casa é mais do que uma expressão arquitetônica, que traz em seus volumes, linhas e cores referências psicológicas e sociológicas de quem a habita. Como bem expressa o filósofo Gaston Bachelard, “a casa é o nosso canto do mundo; ela é, como se diz amiúde, o nosso primeiro universo”.  E, como tal, revela nossa identidade, assim como uma impressão digital. Se não for dessa forma, vira cenário – e não lar. Não é morada, é apenas moradia.

A casa, da mesma forma que o próprio ser humano, passa por ciclos: nasce, cresce e morre; muda de acordo com a alma e as vicissitudes da vida de seus ocupantes, acompanhando as suas transformações. Assim, quando se idealiza sua ocupação, a primeira ideia é que, ao fim da construção nem tudo esteja pronto para morar. Se a casa for habitada, seus hábitos também a habitarão, mas eles não chegam antes do morador. “É no exercício de morar que ela se apronta, conforme os hábitos dos moradores”, afirma o arquiteto Juan Pablo Rosenberg.

Apesar de ser um imóvel, a casa não é estática. Ela muda, de acordo com a alma dos seus moradores, acompanhando as suas transformações, expondo a reciclagem de valores por meio de novos arranjos e espaços, cores e tecidos, seus móveis e lustres, planos e lembranças. Mas é importante que essa mudança não seja superficial – e sim a oportunidade  e renovação interior, de revisão do passado para refutar tudo aquilo que não mais diz respeito ao  indivíduo, mas pode preservar sua memória e a de sua família. É difícil avaliar, porém, até que ponto as pessoas têm consciência de que reformam suas casas por uma necessidade interior de renovação; ou se a renovação interior é o  que fomenta a alteração dos espaços. O fato é que há uma correspondência entre o interno e o externo. Nossas casas podem ser consideradas extensões de nós mesmos.

As que não mudam há muitos anos costumam refletir a rigidez, o medo e a insegurança de seus ocupantes. Por outro  lado, a mudança constante pode revelar fragilidade emocional e inconstância de quem a ocupa. Como diz o decorador Germano Mariutti: “Entendo o cigano que leva a casa nas costas, mas não compreendo a pessoa que muda a  decoração a cada seis meses; (…) a casa tem de ser durável e estável”. Estabilidade esta que paulatinamente sinaliza  a necessidade de mudança, conforme a vida se processa; pois reestruturar a casa, esvaziar gavetas, arrumar armários, limpar porões e desobstruir os cômodos possibilitam a manifestação do vazio – e o vazio é o único lugar onde as coisas podem acontecer. Daí vem o fascínio pela casa nova, com novas possibilidades, com sua beleza imaculada, como a vida deveria ser.

Afinal, “beleza é uma promessa de felicidade”, escreve Allain de Botton. O papel da decoração, porém, extravasa a  promessa de beleza, sua função é fazer com que os ambientes caibam de forma física, social e psíquica no cotidiano das pessoas, comunicando quem são ou quem pretendem aparentar ser. Também é uma forma de comunicar às pessoas onde começam e terminam os limites de cada membro da família.

Cortinas leves

A casa possui uma forma de comunicação não verbal que acaba por delinear a personalidade de seus moradores. Diz o arquiteto Sig Bergamin: “Ela tem sua própria voz; é uma tolice não tentar ouvi-la.” Ouvir essa voz significa decodificar a identidade de seus moradores, suas histórias, hábitos e costumes. Cada casa é única e deve, portanto, ser pensada de forma individualizada, em detrimento do ego do profissional que a projeta e das tendências de mercado, pois a casa é reveladora: identifica o arquétipo de seus moradores.

Uma residência bem iluminada, colorida, com cortinas leves e espaços interligados pode indicar que seu habitante é extrovertido e esfuziante; já lugar entulhado de objetos, com cores pastel, pesadas cortinas e compartimentos segmentados costuma fazer pensar em uma personalidade mais introvertida. Tecidos rústicos podem revelar  despretensão, enquanto fazendas brilhantes apontam, em muitos casos, prepotência, arrogância ou desejo de impressionar o outro.

Mas nada pode ser avaliado de maneira separada, pois cada elemento decorativo é peça de um quebra-cabeça em busca de decodificação. Cada espaço possui um significado psicológico: a sala tem conotação social, das trocas, das relações; é o local onde se faz a transição entre o interno e o externo, onde se utilizam máscaras sociais na intenção de revelar aos outros quem desejamos ser. A sala de jantar carrega um aspecto formal, onde se busca a socialização da  família com os seus convidados, estão implícitos a organização e as normas de etiqueta. Já a cozinha representa o útero da casa, o afeto, a nutrição, é também o espaço das transformações profundas. Os quartos são os lugares onde se sonha e onde a sexualidade pode ser expressa de forma mais livre – referem-se ao inconsciente, à subjetividade, ao corpo e aos prazeres.

Sentar na cama de outra pessoa sem que haja proximidade suficiente para isso é uma indelicadeza, uma vez que o leito é um lugar de intimidade, que resguarda sonhos e segredos. Já o banheiro é o espaço do desnudamento, onde se tiram as roupas e as máscaras sociais se desfazem, tornando o indivíduo mais vulnerável, e surge a imagem do verdadeiro eu, frágil e sem artifícios.

Não por acaso, os caracóis sempre fascinam as crianças por poder carregar suas casas nas costas. Sociedades  itinerantes, como ciganos, que transportam seu mundo em carroças, ou os tuaregues com suas cabanas também atraem interesse: esses povos – que a qualquer momento se vão – despertam um misto de atração e intolerância. Talvez o fascínio venha do anseio humano por domínio total sobre a casa – e estendendo esse controle sobre si mesmo.

 

Glaucus Cianciardi é é mestre em arquitetura e urbanismo pelo Instituto Presbiteriano Mackenzie; pós-graduado em história da arte pela Fundação Armando Álvares Penteado. Atualmente é coordenador do curso superior tecnológico de design de interiores da Universidade Cidade de São Paulo, professor de design de interiores, design gráfico e design de produtos do Centro Universitário Belas Artes, professor de programas de aperfeiçoamento da Câmara de Arquitetos, Ycom Formação Continuada e da Academia de Engenharia e Arquitetura (AEA).

 

Artigo Publicado na revista Mente & Cérebro

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